terça-feira, 29 de setembro de 2009

D. João V, o Magnífico

Ainda a propósito do livro “A Vida Dramática dos Reis de Portugal”, de José Brandão (a que me referi no post anterior), não resisto a reproduzir aqui um trecho para aguçar o apetite aos candidatos à leitura da obra. No capítulo reservado a D. João V, o “Magnânimo” ou o “Magnífico” (casado com D. Maria Ana de Áustria), José Brandão descreve como ele era dado a amantes e amásias. O rei era galanteador, muitíssimo amigo de damas e donzelas, não só enquanto poeta mas também como volumptuoso.
No seu constante rodopio amoroso não faltavam senhoras nobres e plebeias, damas ou donzelas …

Quando o prior de S. Nicolau recomendou maior contenção ao rei adúltero, este mandou servir-lhe galinha ao almoço e ao jantar vários dias seguidos. Quando o prior lhe perguntou qual o motivo de lhe dar sempre galinha a comer, o rei respondeu-lhe:

«Nem sempre galinha, nem sempre rainha!»

Era ou não era um Rei “Magnífico”?

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

D. Luís I, D. Maria II e Pablo Picasso

A leitura da obra que me tem acompanhado nas últimas noites fez-me recordar uma curiosidade sobre o Picasso. Enfim, é um raciocínio estranho uma vez que o livro que estou a ler é “A Vida Dramática dos Reis de Portugal”, de José Brandão. Trata-se de um livro que apresenta a história de Portugal contada de modo diferente, desmascarando as grandes fraquezas da maioria dos nossos reis. Polémicas, intrigas, traições, crimes e muita luxúria vão alimentando as páginas que José Brandão escreve com mestria. Leiam. Vale a pena.

Mas chamei aqui este livro à colação porque, a propósito do Rei D. Luís I, filho da rainha D. Maria II e de D. Fernando II (para quem não se lembrava, nós tivemos um D. Fernando II !), o livro revela que o seu nome era Luís Filipe Maria Fernando Pedro de Alcântara António Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis João Augusto Júlio Valfando. Uma fartura típica das casas reais (lembram-se dos nomes dos filhos do nosso candidato ao trono, herdeiros da casa de Bragança – o 1º chama-se Afonso de Santa Maria João Miguel Gabriel Rafael de Herédia de Bragança e a Maria Francisca e o Dinis não lhe devem ficar atrás!). Aliás, o mesmo livro traz outros exemplos do mesmo calibre. P. ex a mãe do D. Luís (a D. Maria II) chamava-se Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga.

E o que tem isto a ver com o Picasso? Pois eu não conheço a história deste moço, e desconheço se tem origem nobre. Mas, ao ler no livro os longos nomes dos nossos reis, não pude deixar de me lembrar do nome do Pablo Picasso. Porquê? A criatura chamava-se: Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso.

O que estas crianças sofreram na escola!

domingo, 27 de setembro de 2009

Maranello

Ok! Eu confesso, fui a Itália, estive a 20 Km de Maranello, mas segui em frente em busca da igreja mais próxima, pois a visita era apostólio-romana e não havia tempo para coisas menores … Eheheheh!!!

Ainda assim deu para visitar umas logitas da Ferrari, o que em Itália abunda, não tanto como pasta, vespas ou cinquecentos, mas a caminho …

Numa tentativa de não ter nenhum castigo do SC por não ter sequer dado uma “vista de olhos” à única catedral que ele entende ser merecedora de uma visita naquelas terras transalpinas, deixo aqui a referência a um vídeo sobre uma forma interessante de se construir um Ferrari …

... e, convenhamos, este anda pouco menos que os outros!



http://www.youtube.com/watch?v=JqRUwHyJKV8&feature=player_embedded

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Jogo das perguntas

Numa visita ao Cão com Pulgas, entre muito outro conteúdo que merece uma visita, encontrei lá o seguinte vídeo que me fez lembrar um post que coloquei por aqui sobre o Jogo da Troca e os “Commedia A La carte”.

... se querem rir como eu ri, vejam lá:



http://www.youtube.com/watch?v=_HOCYpFjDRY&feature=player_embedded

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Foros da Catrapona



E vocês ...

... também já visitaram os "Foros da Catrapona"?
Mas quem põe os nomes a estas terras?
E quem terá sido o catraparalho que pintou/borrou a placa?
Um qualquer grafiteiros da catrapona que merecia que lhe enfiassem a lata de tinta pelos foros acima!

domingo, 13 de setembro de 2009

"Clube dos Sócios" 2006

Já há muito que não falava aqui de vinhos mas chegou a hora de abordar de novo tão nobre matéria!

Ontem estiveram cá em casa uns amigos a jantar – um frango horroroso (sem molho – “desculpe mas hoje não temos molho nem picante!” anunciou a enfadada e isolada menina da charcutaria), galinha comprada na espelunca do Belmiro que se chama Continente (perdão, continente, pois aquela treta não merece maiúscula).

Quem convida amigos para jantar frango grelhado em supermercados não é grande anfitrião … eu sei … mas também não vim aqui anunciar o sucesso gastronómico da refeição ou as minhas qualidades de banqueteador.

A notícia, é que acompanhámos o repasto (ou o pasto? Penso que ninguém repetiu aquela coisa!) com uma vinhaça que não posso deixar de anunciar. Provavelmente é um anúncio inútil pois deve ser difícil encontrar deste néctar no mercado (então no continente esqueçam! … aí, qualquer dia só se vende “Rei da Uva”, “Jaquimzé” e “Casal da Eira” … naquelas embalagens paralelepípedas, tipo leite!). Mas, apesar de a publicidade ser inútil, não resisto a deixar aqui a nota.

Trata-se de um vinho tinto da Região do Algarve, mais precisamente da Adega Cooperativa de Lagoa:
“Clube dos Sócios”
2006


Já há uns tempos que tinha ouvido falar desta pomada como excelente (salvo erro por ter ganho um desses prémios que os enólogos atribuem por aí).

Disse que não deve ser fácil encontrar garrafas deste “Clube dos Sócios” porque só nasceram 1500. O nosso exemplar foi o 525 e anunciava-se como “especialmente produzido para homenagear os Sócios na Cooperativa na Comemoração dos 60 anos da Adega Cooperativa de Lagoa e proveniente das castas Trincadeira, Alicante Bouschet e Syrah”. Mais: “O Clube dos Sócios resulta da combinação harmoniosa dos aromas da serra e da brisa vinda da costa algarvia”

“Produzido com temperatura controlada a 28ºC e marcação pós-fermentativa de duas semanas a 16ºC e estágio em casco.” Pois ainda bem! Já que anunciam a fórmula, aprendam a conservá-la pois eu, que sou um tipo de palato pouco educado mas que sabe distinguir o que é bom da zurrapa, o que posso garantir é que vinho deste devia ser vendido em garrafas de litro e meio, pois, finda a garrafa, havia necessidade e sede de uma outra – e eu só encontrei uma! Pudera! Só fizeram 1500 garrafas! Não tinham pipas para mais?

Pessoal da Cooperativa! Em vez de insistirem naquela coisa que costumam vender no continente (o que até dá má ideia dos vinhos algarvios!), porque é que não passam a fazer vinho. Está aqui a prova de que o sabem fazer!

… soubesse eu onde havia mais … e não resistia a comprar mais umas garrafas desta colheita de 2006 do “Clube dos Sócios” (apesar de custar 12 €). Porém, suspeito que já esgotou!

É verdade … este bom Clube também “contém sulfitos” …

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Arte no vinil

Na secção “Grandes Capas de Discos” Marco Santos publicou esta foto no seu blog Bitaites.org. Não resisti a divulgá-la aqui …


…as obras de arte são para ser mostradas !!!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Globalização

Querem um exemplo de globalização?
Pois apresento-vos um dançarino português, nascido na Venezuela, a fazer uma demonstração em Itália (depois de uns copitos em Frascati!), dançando música russa, acompanhado por uma soviética cantora de ópera austríaca e um acordeonista sabe Deus de onde!
Sinal dos tempos ...
... e sinal de que as férias deixam marcas … e amigos.
Para que conste:
1. O registo foi realizado em directo, sem ensaios, em 24 de Julho de 2009, na "Città de Frascati" (depois de uma visita a Castel Gandolfo).
2. Os instrumentos que o casal de dançarinos tão bem matraqueiam, chamam-se “tric-balac”.

sábado, 15 de agosto de 2009

Helena Caspurro

Já há alguns dias que andava atrás desta voz cujo nome não conseguia apurar. Convenhamos que a menina não tem um apelido fácil: “Caspurro”.

Agora que o descobri, deixo aqui a referência e uma recomendação para que percam uns minutos a descobrir esta nova voz, este som limpo que me parece uma boa companhia para as noites de verão que agora decorrem com a calma que o calor impõe.

Para ouvir, podem:
- comprar o seu recente CD “Colapsopira” (ou os CDs, uma vez que Helena Caspurro em 2003 já tinha editado “Mulher Avestruz”); ou
- passear pelo Myspace (http://www.myspace.com/helenacaspurro) ou pelo Palco Principal (http://palcoprincipal.sapo.pt/helenacaspurro) onde estão várias faixas para escuta.

Para verem como Helena Caspurro demonstra ser uma criatura que merece o nosso tempo deixo aqui o link para um vídeo para ouvir ... e sentir ...
http://www.youtube.com/watch?v=_MFgblwCtmo

Digam-me se não tenho razão?

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Raul Solnado

Saudades ...


(imagem de autógrafo retiradada de ratorecordsblog.blogspot.com)
*

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Nós andamos por aí ...


... para causar inveja a quem ainda sonha com as férias que nunca nais chegam!





quinta-feira, 9 de julho de 2009

Tempestade africana "a capela"

Digam lá se não apetece estar no meio desta malta a cantar, gritar:
"Africa!"





http://www.youtube.com/watch?v=yjbpwlqp5Qw

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Mafalda

Mais um ano Mafalda, mais um ano!

... mas não vale a pena gritar ...

... foi mais um grande ano …

Parabéns!

terça-feira, 2 de junho de 2009

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Um grupo de chatos para nos fazer rir!


PEOPLE ARE STRANGE (REMI GAILLARD)
by nqtv

http://www.dailymotion.com/video/x31umd_people-are-strange-remi-gaillard_fun

segunda-feira, 11 de maio de 2009

domingo, 10 de maio de 2009

Arte Urbana

Já fiz neste blog a apologia da boa arte urbana.

Detesto paredes espichadas, mas gosto de graffitis inteligentes.

A última da arte urbana é a pintura das ruas aproveitando as marcas no alcatrão.

Viva a imaginação!













sexta-feira, 8 de maio de 2009

Crianças vêem, Crianças Fazem!

E já que hoje estou virado para os vídeos, deixo-vos este, que não sendo parar rir, é de nos fazer pensar. É que efectivamente, Crianças vêem, Crianças Fazem!


http://www.youtube.com/watch?v=L5HgzE10Zss&feature=player_embedded

Tensão alta sempre tem utilidade

Ainda em maré de rir com a desgraça, vejam este anúncio japonês a um chá que parece ser óptimo para baixar a tensão.

No fim do anúncio, que convenhamos é verdadeiramente tolo, aparece a frase, (em inglês):

"Na maioria dos casos, a tensão alta não te vai salvar".


http://www.youtube.com/watch?v=HHNJmWbvsL0&feature=player_embedded

1.2 g/l ?

É um perigo conduzir alcoolizado.

Agora imaginem como é que o amigo que consta no vídeo que se segue devia conduzir.

Mas enfim, nós como o polícia, não podemos deixar de dar uma boa gargalhada com a criatura face ao seu comportamento quando lhe ordenaram que fizesse o teste do álcool.

Não deixem de rir:


http://www.youtube.com/watch?v=fB4wtETkfg4&feature=player_embedded

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Jazz Covers

Por falar em amigos, ofereceram-me como prenda de aniversário (presente atrasado mas muito bem-vindo!) um livro que merece este post.

Tem dois sérios defeitos!:
1º - Pesa 2,485 gr.!!!!! Compreendem que foi difícil segurá-lo durante a leitura!
2º - Está escrito em espanhol (porque não existe versão portuguesa).

Mas é uma obra com uma grande série de virtudes. Talvez a primeira seja o facto de estar escrito em castelhano. Como o tema me interessava muito, obrigou a que fizesse um esforço de adaptação à língua e a verdade é que o consegui ler muito bem, sendo que, com a leitura, acabei por aprender uma série de novos termos espanhóis.

A segunda é que para além de pesado, é um livro grande, pleno de informação sobre uma matéria relativamente à qual não abundam documentos escritos. Trata-se uma abordagem sobre “portadas e carátulas de discos de jazz” publicados entre a década de 1940 e os princípios dos anos 90. É uma recolha sublime, elegante e muito informativa. E é um livro curioso, histórico e bonito de se ver…

Tenho a mania que gosto de alguma música jazz, mas a verdade é que cerca de 90% dos discos abordados nunca tiveram o prazer de invadir os meus olhos e, principalmente, os meus ouvidos. Mas alguns não perdem pela demora, pois os textos de Joaquim Paulo (o autor) aguçaram-me o apetite.

Mas a maior virtude da obra foi a chamada de atenção para a componente gráfica dos discos. Normalmente compramos discos para ouvir música e quase ignoramos que as capas representam um trabalho criativo, que envolve fotógrafos, desenhadores e vários outros artistas, por vezes mais geniais que os músicos(!), sendo que em muitos casos a capa, para além de muito informativa, reveladora e imaginativa, tem uma forte ligação com a música que transporta.

Como vivemos na era do CD (de capas pequenas quase ilegíveis), ou até do digital MP3, as “portadas” deixaram de ter a relevância do tempo dos discos de vinil. Mas quem, como eu, gastou muitas das suas primeiras economias na aquisição de LPs (alguns que ainda guardo, no sótão, é certo, mas guardo!), não pode deixar de recordar as obras de arte que algumas das capas daqueles discos representavam.


O livro “Jazz Covers” (editado pela Taschen) contém uma recolha de algumas das capas dos discos da colecção do Joaquim Paulo (parece que o homem tem uma colecção pessoal de mais de 25.000 LPs!!!!) e, para além de conter informação sobre os músicos, apresenta referências sobre as editoras, o ano de edição e sobre os artistas responsáveis pelos desenhos e pelas fotos das capas. Para além disso, o livro inicia-se com interessantes entrevistas a várias pessoas muito ligadas à música jazz, designadamente a Rudy Van Gelder (engenheiro de som que gravou muitos álbuns para a “Blue Note” e para a “Prestige”), ao produtor de jazz Creed Taylor e ao designer Bob Ciano.
O livro é tão relevante que foi considerado o melhor livro de Jazz, em França, tendo-lhe sido atribuído pela Académie de Jazz o "Prix du livre de Jazz 2008".

Os discos retratados (muitos deles nunca chegaram a ser editados em CD) são essencialmente norte-americanos (o paraíso do jazz!!!), mas Joaquim Paulo apresenta vários LPs de muitos outros países, como p. ex. da Argentina, Espanha, França, Brasil, Polónia, Roménia e Reino Unido. E os portugueses? Nem um, Joaquim!!!!?

Querem alguns nomes, só para aguçar o apetite: Tive direito a apreciar capas de discos de Miles Davis, Chet Baker, Thelonious Monk, John Coltrane, Ornette Coleman, Count Basie, Lester Young,Art Blakey, John Handy, Lionel Hampton, Bill Evans, Ella Fitzgerald, Chick Corea, Stan Getz, Ahmad Jamal, Donald Byrd, Moacir Santos, Albert Ayler e muitos etecéteras. Até tem uma capita (só uma!!!!) do meu preferido Herbie Hancock!

Como notam, não gostei muito da prenda dos meus amigos … é em espanhol e tão pesada!

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Acresce que o "Jazz Covers" tem algumas “carátulas” de discos de Paul Bley, artista que eu desconheço mas que, se tudo correr bem, vou poder ouvir ao vivo ainda este mês, dia 22, em Portimão, no esperado Festival “Maio, Lindo Maio”. Para quem ainda não viu, o programa prevê:
Dia 15 – Reunion Big Jazz Band
Dia 16 – Djabe Quinteto
Dia 17 – Vânia Fernandes Quarteto
Dia 21 – Gilberto Mauro
Dia 22 – Paul Bley
Dia 23 – Daniel Mille Quinteto

Sobre Paul Bley, posso avançar que Joaquim Paulo refere que é um pianista nascido em Montreal e que as suas interpretações se conhecem pelo seu particular sentido de espaço e fraseio (seja lá o que isso for!). Ao que parece, e como o nome indica, foi marido da também pianista de Jazz Carla Bley. Consta ainda que também casou com Annette Peacock.

Enfim, logo veremos e ouviremos se efectivamente o homem toca com fraseio e sentido de espaço!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Peste suína VII

Um grande amigo enviou-me este link com uma fotografia do 1º caso confirmado de peste suína em Portugal.
Não deixem de conferir em:
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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Morreu Vasco Granja! Viva Vasco Granja!

Todas as palavras que eu pudesse despejar aqui para lembrar o Vasco, eram poucas, curtas e gastas. Por isso, não vou abusar da escrita, mas não posso deixar de referir que Vasco Granja morreu hoje … e que eu estou triste.

O Vasco Granja é património que não se esquece, que nos faz regressar aos desenhos animados da nossa infância, que nos revolve o sótão das velhas revistas “Tintin”, que associamos aos quadradinhos e ao velho “Cinema de Animação” (aquela animação realizada nos países do leste da Europa, vista nos televisores a preto e branco! Ui! Ui!).

A última vez que vi o Vasco, foi a única em que o vi sem ser através de um qualquer meio de comunicação. Foi em 2003, na Feira do Livro, quando tive o prazer de receber um autógrafo no livro que então publicara:
“Vasco Granja – Uma vida… 1000 Imagens”

Quando ouvi a notícia da sua morte não resisti a pegar de novo nessa obra que guardo com carinho, onde está averbada a seguinte dedicatória:


Também de ti, Vasco, é muito grata a lembrança da maioria dos portugueses.

Retirei daquele livro a imagem que antecede (que nos lembra o Vasco revolucionário, comunista assumido a quem a PIDE não perdoou e prendeu) e foi de lá que copiei o desenho que se segue. O livro tem uma selecção de interessantes “olhares imaginários” de diversos autores, onde Vasco Granja se torna personagem de BD. Por isso, para despedida deixo a tira em que Hugo Pratt se despede do “Vasco Maltese”.

Vasco:
Também nós te desejamos boa viagem …
... e tivemos muito prazer!
-
Olho a tua fotografia e não consigo deixar de te ouvir, com a tua voz paternal, dizer como sempre:

"Olá amiguinhos!"
"Olá amiguinhos!"
"Olá amiguinhos!"
"Olá amiguinhos!"
"Olá amiguinhos!"
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Koniec
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domingo, 3 de maio de 2009

Freeport

Este fim-de-semana fui ao Freeport.

Se o espaço nunca foi muito interessante, mostra-se cada vez mais decadente.

Os meus filhos odiaram … e eu acompanhei-os.

Um dos meus filhotes questionou mesmo:

É por causa disto que querem acabar com o Sócrates?

Melhor seria que acabassem com o Freeport!

… ou com os dois! 


quarta-feira, 29 de abril de 2009

Eu sou português aqui

Eu sou português
aqui
em terra e fome talhado
feito de barro e carvão
rasgado pelo vento norte
amante certo da morte
no silêncio da agressão.

Eu sou português
aqui
mas nascido deste lado
do lado de cá da vida
do lado do sofrimento
da miséria repetida
do pé descalço
do vento.

Nasci
deste lado da cidade
nesta margem
no meio da tempestade
durante o reino do medo.
Sempre a apostar na viagem
quando os frutos amargavam
e o luar sabia a azedo.

Eu sou português
aqui
no teatro mentiroso
mas afinal verdadeiro
na finta fácil
no gozo
no sorriso doloroso
no gingar dum marinheiro.

Nasci deste lado da ternura
do coração esfarrapado
eu sou filho da aventura
da anedota
do acaso
campeão do improviso,
trago as mão sujas do sangue
que empapa a terra que piso.

Eu sou português
aqui
na brilhantina em que embrulho,
do alto da minha esquina
a conversa e a borrasca
eu sou filho do sarilho
do gesto desmesurado
nos cordéis do desenrasca.

Nasci
aqui
no mês de Abril
quando esqueci toda a saudade
e comecei a inventar
em cada gesto
a liberdade.

Nasci
aqui
ao pé do mar
duma garganta magoada no cantar.
Eu sou a festa
inacabada
quase ausente
eu sou a briga
a luta antiga
renovada
ainda urgente.

Eu sou português
aqui
o português sem mestre
mas com jeito.
Eu sou português
aqui
e trago o mês de Abril
a voar
dentro do peito.

Eu sou português aqui

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Volvidos quase 100 anos sobre o programa “Visita da Cornélia”, o José Fanha ainda me consegue turvar o olhar quando tenho privilégio de o ouvir declamar este poema.

 

Para quem Abril é mais que o mês das mil chuvas, recomendo que veja, ou revejam o Zé a declamá-lo, o que pode acontecer em:

http://www.youtube.com/watch?v=84zev0yg8_4&feature=


O vídeo está com péssima qualidade de som e de imagem, mas a alma está lá.

E Abril também!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Peste suína VI

Peste suína V

Peste suína IV



Peste suína III

Peste suína II

Terra


Ecologistas, todos temos a mania que somos ...
Verdadeiros protectores da Terra ... talvez nem tanto!
Afinal, o que já fizemos hoje para resolver os problemas globais ...
Se nos faltam forças para resolver os nossos problemazinhos,
... onde vamos buscar a fúria para atacar os problemazões!
Os outros vão tratar disso ... e de nós também!

Peste suína

Caramba! Ainda não estamos refeitos da gripe das aves e já os porcos nos querem contaminar!

Senhoras e Senhores, preparem-se que não tarda aí o influenza caprino, bovino, equino e, por fim, asinino. Nessa altura muita máscara vamos ter que usar!!!!

Até lá, vamos acompanhamdo a imaginação da malta que não perde estas oportunidades para nos prendar com a sua imaginação.

Por hoje, fiquem com esta:



sábado, 25 de abril de 2009

Liberdade




Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra de uma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade


Para que conste …

Para que a memória não se apague …
Quando se renomeiam largos atribuindo-lhes o nome de “salazar” e se escolhe o dia 25 de Abril para a inauguração, é a prova de que a memória se está a apagar e que eles estão a voltar de mansinho … e o povo está a deixar.



Precisamente para lembrar, fui ver um espectáculo de um grupo de professores que fizeram uma homenagem ao Zeca (editaram um disco que podem escutar em http://www.myspace.com/tributozeca). Faz bem ouvir esta música, trautear estas letras e sentir, sentir como só a música do Zeca o permite.


Por este ser o dia … fica aqui este grito de liberdade,

… que é também um grito de esperança de que muitos, com alma e coragem, estejam presentes nessa inauguração do espacinho salazarusco, e deixem no local a marca que faça lembrar a quem teve essa ideia mesquinha, que não esquecemos, não queremos esquecer,


não vamos esquecer!


*

terça-feira, 21 de abril de 2009

«Secos e Molhados»

Já passaram 20 anos!



20 anos depois, ganharam um sindicato (aliás, vários!) mas a sua situação continua molhada!

Já o 1º ministro da altura, transformou-se em Presidente .... e continua seco!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Mais capas de discos

Grande imaginação demonstra o autor da página que se segue onde alojou fotografias com cenas que criou com capas dos velhos discos vinil.


Não deixem de visitar, apreciar e sorrir …



AQUI



Capas de discos

Estamos de volta à imaginação dos ciberartistas!

No site que hoje recomendo, foi proposto o desafio de, com meios informáticos, mostrar o que existiria para lá das imagens apresentadas na capa dos álbuns discográficos.

Como neste exemplo: 


A resposta total ao desafio está AQUI.

Há umas idéias melhores que outras, mas há várias capas que exigem uma visista.