quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Anos 60

Numa apresentação powerpoint que anda por aí (e que o meu amigo Sérgio Carvalho me enviou) consta uma reportagem fotográfica sobre os anos 60. Achei que era interessante deixar aqui o registo de algumas dessas históricas imagens para quem, como eu, ainda tem resquícios de memórias que se arrastam desde esses longínquos anos do século passado, que foram anos de grande frenesim e transformação. 

O homem pisou a Lua pela 1ª vez, os hippies, revolução, “Paz e amor”, jeans, Woodstock, Muhammad Ali, rock, Vietname, Marilyn, Teresa de Calcutá, twist, Fidel, surf, Beach Boys, Beatles e Stones, LSD, Luther King, mini-saias, Elvis, John Kennedy, Maio de 68, Che, arte abstrata, Hitchcock e muita loucura num cocktail que estas imagens ajudam a recordar.

Relembremos, então, algumas imagens de autores que desconheço mas que certamente têm lugar guardado no reino da fotografia e do fotojornalismo.






































































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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Do not go gentle into that good night



Do not go gentle into that good night,
Old age should burn and rave at close of day;
Rage, rage against the dying of the light.

Though wise men at their end know dark is right,
Because their words had forked no lightning they
Do not  go gentle into that good night.

Good men, the last wave by, crying how bright
Their frail deeds might have danced in a green bay,
Rage, rage against the dying of the light.

Wild men who caught and sang the sun in flight,
And learn, too late, they grieved it on its way,
Do not go gentle into that good night.

Grave men, near death, who see with blinding sight
Blind eyes could blaze like meteors and be gay,
Rage, rage against the dying of the light.

And you, my father, there on the sad height,
Curse, bless, me now with your fierce tears, I pray.
Do not go gentle into that good night.
Rage, rage against the dying of the light.

Dylan Thomas

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Rostos

     Foto: pormenor de escultura pintada em Quinta dos Vales - Estômbar

"Eu nunca me esqueço de um rosto, mas, no seu caso, ficarei feliz em abrir uma exceção"



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terça-feira, 11 de novembro de 2014

O Amor é o Amor


O amor é o amor — e depois?!
Vamos ficar os dois
a imaginar, a imaginar?...

O meu peito contra o teu peito,
cortando o mar, cortando o ar.
Num leito
há todo o espaço para amar!

Na nossa carne estamos
sem destino, sem medo, sem pudor
e trocamos — somos um? somos dois?
espírito e calor!

O amor é o amor — e depois?


Alexandre O'Neill, in 'Abandono Vigiado'



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domingo, 9 de novembro de 2014

O Museu de Portimão ...

Eis uma casa onde é sempre um prazer ir e ficar …
Este fim de semana estive presente na inauguração de mais uma exposição de fotografia. Para os algarvios e para os turistas que nos visitam, recomendo que passem pelo Museu de Portimão e apreciem a arte do fotógrafo Virgílio Ferreira. A exposição, que também já é livro, foi designada 

"Ser e Devir".


Para um amante de fotografia é sempre especial ver novas formas de abordar temáticas difusas através de uma objectiva. Confesso alguma dificuldade em apreciar a estética de algumas imagens e em ver nelas o alegado tema fotografado. Mas garanto que a exposição contém imagens que vos vão surpreender.
Ouvir o autor explicar o que esteve na origem da sua criação e os conceitos que motivaram as suas opções estéticas, ajudou muito a compreender as imagens expostas e o sentido do conjunto fotográfico em exibição.


No folheto de apresentação da exposição, o autor explica:
Este projeto é sobre emigração, em particular de Portugal para o Norte da Europa.
Procurei representar ideias de identidade híbrida, explorando conceitos do “terceiro espaço”, do "Velho e do Novo”, a polaridade de viver entre culturas, idiomas, paisagens e fronteiras estrangeiras. O meu objetivo foi explorar fotograficamente estas interseções complexas, acentuando o que identifico como sentimentos e ideias de diferença ou estranheza, a memória, a identidade e mobilidade.

Não perceberam bem … então vão ver a exposição.


No mesmo local, podem ver outras exposições. Para além da mostra permanente do Museu e da exposição “O mediterrâneo aqui tão perto”, recomendo que apreciem a bela coleção de fotografias patente no átrio de entrada. 


São obras de arte a preto e branco da autoria de  Sebastião Pernes, com imagens surpreendentes do encontro do Atlântico com o promontório vicentino.



Imagens retiradas do Facebook do Museu de Portimão e da página de Virgílio Ferreira.


Não deixem de consultar também o site deste fantástico Museu.


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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Sombras do fim do dia


Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias. 


A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nos queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-proprios. 


Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses. 


Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses. 


Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam. 

Ricardo Reis, in "Odes"
 


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Patxi Andion ... el maestro

Imagem: http://juanmiguelmorales.blogspot.pt/2011/01/patxi-andion-regreso-en-2010-con.html


Con el alma en una nube 
y el cuepo como un lamento
viene el problema del pueblo
viene el maestro
el cura cree que es ateo
y el alcalde comunista
y el cabo jefe de puesto
piensa que es un anarquista
le deben 36 meses 
del cacareado (mento) 
y el piensa que no es tan malo 
enseñar (toreando )un sueldo 
en el casino del pueblo 
nunca le dieron asiento 
por no andar politiqueando 
ni ser portavoz del cuento 
las buenas gente del pueblo 
han escrito al menisterio 
y dicen que no esta claro 
como piensa este maestro 
dicen que lee con los niños 
lo que escribio un tal Machado 
que anduvo por estos vagos 
antes de ser exilado 
les habla de lo inombrable 
y de otras cosa peores 
les lee libros de versos 
y no les pone orejones 
al explicar cualquier guerra 
siempre se muestra remiso 
por explicar claramente 
quien vencio y fue vencido 
nunca fue amigo de fiestas 
ni asiste a las reuniones 
de las damas postulantes esposas de los patrones 
por estas y otras razones 
al fin triunfo el buen criterio 
y al terminar el invierno 
le relevaron del puesto 
y ahora las buenas gentes 
tienen tranquilo el sueño 
porque han librado a sus hijos 
del peligro de un maestro 
con el alma en una nube 
y el cuerpo como un lamento 
se marcha,se marcha el padre del pueblo 
se marcha el maestro.



Para recordar uma noite mágica no TEMPO de Portimão
Obrigado Maestro

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domingo, 2 de novembro de 2014

Meio céu ... meio mar ...





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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O incrível Hulk ... o novo grande companheiro cá de casa!


Quando é que eu vou ser atingido por aquela coisa dos raios gama para ficar verdinho?





terça-feira, 14 de outubro de 2014

O Girassol (...o do meu jardim e o do Vinicius de Moraes...)







Sempre que o sol 
Pinta de anil 
Todo o céu 
O girassol 
Fica um gentil 
Carrossel

Roda, roda, roda 
Carrossel 
Roda, roda, roda 
Rodador 
Vai rodando, dando mel 
Vai rodando, dando flor

Sempre que o sol 
Pinta de anil 
Todo o céu 
O girassol
Fica um gentil
Carrossel

Roda, roda, roda
Carrossel
Gira, gira, gira
Girassol
Redondinho como o céu
Marelinho como o sol




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