quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Do not go gentle into that good night
Do not go gentle into that good night,
Old age should burn and rave at close of day;
Rage, rage against the dying of the light.
Though wise men at their end know dark is right,
Because their words had forked no lightning they
Do not go gentle into that good night.
Good men, the last wave by, crying how bright
Their frail deeds might have danced in a green bay,
Rage, rage against the dying of the light.
Wild men who caught and sang the sun in flight,
And learn, too late, they grieved it on its way,
Do not go gentle into that good night.
Grave men, near death, who see with blinding sight
Blind eyes could blaze like meteors and be gay,
Rage, rage against the dying of the light.
And you, my father, there on the sad height,
Curse, bless, me now with your fierce tears, I pray.
Do not go gentle into that good night.
Rage, rage against the dying of the light.
Dylan Thomas
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Rostos
Foto: pormenor de escultura pintada em Quinta dos Vales - Estômbar
"Eu nunca me esqueço de um rosto, mas, no seu caso, ficarei feliz em abrir uma exceção"
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terça-feira, 11 de novembro de 2014
O Amor é o Amor
O amor é o amor — e depois?!
Vamos ficar os dois
a imaginar, a imaginar?...
O meu peito contra o teu peito,
cortando o mar, cortando o ar.
Num leito
há todo o espaço para amar!
Na nossa carne estamos
sem destino, sem medo, sem pudor
e trocamos — somos um? somos dois?
espírito e calor!
O amor é o amor — e depois?
Alexandre O'Neill, in 'Abandono Vigiado'
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domingo, 9 de novembro de 2014
O Museu de Portimão ...
Eis uma casa onde é sempre um prazer ir e ficar …
Este fim de semana estive presente na inauguração de mais
uma exposição de fotografia. Para os algarvios e para os turistas que nos
visitam, recomendo que passem pelo Museu de Portimão e apreciem a arte do fotógrafo
Virgílio Ferreira. A exposição, que também já é livro, foi designada
"Ser
e Devir".
Para um amante de fotografia é sempre especial ver novas
formas de abordar temáticas difusas através de uma objectiva. Confesso alguma dificuldade em
apreciar a estética de algumas imagens e em ver nelas o alegado tema
fotografado. Mas garanto que a exposição contém imagens que vos vão
surpreender.
Ouvir o autor explicar o que esteve na origem da sua criação
e os conceitos que motivaram as suas opções estéticas, ajudou muito a compreender as imagens expostas e o sentido do conjunto fotográfico em exibição.
No folheto de apresentação da exposição, o autor explica:
Este projeto é sobre
emigração, em particular de Portugal para o Norte da Europa.
Procurei representar
ideias de identidade híbrida, explorando conceitos do “terceiro espaço”, do "Velho e do Novo”, a polaridade de viver entre culturas, idiomas, paisagens e
fronteiras estrangeiras. O meu objetivo foi explorar fotograficamente estas
interseções complexas, acentuando o que identifico como sentimentos e ideias de
diferença ou estranheza, a memória, a identidade e mobilidade.
Não perceberam bem … então vão ver a exposição.
No mesmo local, podem ver outras exposições. Para além da mostra
permanente do Museu e da exposição “O mediterrâneo aqui tão perto”, recomendo que
apreciem a bela coleção de fotografias patente no átrio de entrada.
São obras de arte a preto e branco da autoria de Sebastião Pernes, com imagens surpreendentes do encontro do Atlântico com o promontório vicentino.
Imagens retiradas do Facebook do Museu de Portimão e da
página de Virgílio Ferreira.
Não deixem de consultar também o site deste fantástico
Museu.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Sombras do fim do dia
Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nos queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-proprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Ricardo Reis, in "Odes"

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Patxi Andion ... el maestro
Imagem: http://juanmiguelmorales.blogspot.pt/2011/01/patxi-andion-regreso-en-2010-con.html
Con el alma en una nube
y el cuepo como un lamento
viene el problema del pueblo
viene el maestro
el cura cree que es ateo
y el alcalde comunista
y el cabo jefe de puesto
piensa que es un anarquista
le deben 36 meses
y el cuepo como un lamento
viene el problema del pueblo
viene el maestro
el cura cree que es ateo
y el alcalde comunista
y el cabo jefe de puesto
piensa que es un anarquista
le deben 36 meses
del cacareado
(mento)
y el piensa que no
es tan malo
enseñar (toreando
)un sueldo
en el casino del
pueblo
nunca le dieron
asiento
por no andar
politiqueando
ni ser portavoz del
cuento
las buenas gente
del pueblo
han escrito al
menisterio
y dicen que no esta
claro
como piensa este
maestro
dicen que lee con
los niños
lo que escribio un
tal Machado
que anduvo por
estos vagos
antes de ser
exilado
les habla de lo
inombrable
y de otras cosa
peores
les lee libros de
versos
y no les pone
orejones
al explicar
cualquier guerra
siempre se muestra
remiso
por explicar
claramente
quien vencio y fue
vencido
nunca fue amigo de
fiestas
ni asiste a las
reuniones
de las damas
postulantes esposas de los patrones
por estas y otras
razones
al fin triunfo el
buen criterio
y al terminar el
invierno
le relevaron del
puesto
y ahora las buenas
gentes
tienen tranquilo el
sueño
porque han librado
a sus hijos
del peligro de un
maestro
con el alma en una
nube
y el cuerpo como un
lamento
se marcha,se marcha
el padre del pueblo
se marcha el
maestro.
Para recordar uma noite mágica no TEMPO de Portimão
Obrigado Maestro
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domingo, 2 de novembro de 2014
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
terça-feira, 14 de outubro de 2014
O Girassol (...o do meu jardim e o do Vinicius de Moraes...)
Sempre que o sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrossel
Roda, roda, roda
Carrossel
Roda, roda, roda
Rodador
Vai rodando, dando mel
Vai rodando, dando flor
Sempre que o sol
Pinta de anil
Todo o céu
O girassol
Fica um gentil
Carrossel
Roda, roda, roda
Carrossel
Gira, gira, gira
Girassol
Redondinho como o céu
Marelinho como o sol
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domingo, 12 de outubro de 2014
Quinta dos Vales IIIIII
A brincar com as grades e as sombras termina esta reportagem de imagens captadas na Quinta dos Vales num dia de porta aberta em Outubro de 2014.
Mas a quinta tem sempre a porta aberta para quando a quiserem visitar e uma janela para o mundo onde podem, e devem, espreitar ... em http://www.quintadosvales.eu/.
No Facebook podem navegar até https://www.facebook.com/QuintaDosVales.Vinho.e.Arte.
Boa visita!
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sábado, 11 de outubro de 2014
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Wild Iron
Sea go dark, dark with wind,
Feet go heavy, heavy with sand,
Thoughts go wild, wild with the sound
Of iron on the old shed swinging, clanging:
Go dark, go heavy, go wild, go round,
Dark with the wind,
Heavy with the sand,
Wild with the iron that tears at the nail
And the foundering shriek of the gale.
Allen Curnow
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