sexta-feira, 2 de maio de 2008
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Halterofilista
... como já passaram ... limpei ....
http://www.rotten.com/
Mas depois não se queixem! Eu não mandei! Só sugeri!
terça-feira, 29 de abril de 2008
Indeks.pt HomePage
Ainda assim, às vezes fazem falta. A net fornece várias páginas com listagens de favoritos, uns deles temáticos (p. ex. jornais – conhecem o http://www.indekx.com/ ou o http://www.newseum.org/todaysfrontpages/flash/), outros gerais, como p. ex.:
- http://www.paginainicial.com.pt/
- http://www.linktotal.co.pt/
- http://www.poplink.com.br/indexalt1280.htm
Este post serve para revelar um outro site que me foi anunciado, o qual tem o mesmo objectivo.
Achei útil, bastante abrangente, já utilizei para navegar numa altura em que não sabia por onde ir, e por isso partilho aqui o Indeks.pt HomePage, onde poderão aceder em:
- http://www.indeks.pt/
domingo, 27 de abril de 2008
Conto Rural
Diz o homem:
- Olha amor esta é a vaca a que me atiro quando te dói a cabeça.
Diz a mulher:
- Se não fosses parvo verias que isso é uma ovelha e não uma vaca.
O homem sorri e responde:
- E tu se não fosses tão bruta verias que estou a falar com a ovelha e não contigo!
«Biel Ballester Trio»

- O grupo musical «Biel Ballester Trio».
Trata-se de uma formação musical de Barcelona que segue a tradição do chamado «Jazz Manouche», ou seja, dos ciganos de França e da Europa Central. Este estilo foi celebrizado pelo guitarrista francês Django Reinhardt e começou por ser uma mistura do bal-musette parisiense com as melodias tradicionais ciganas. A improvisação, um dos traços identificativos do jazz, fez o resto.
Mais do que exemplares execuções de temas de Django, os «Biel Ballester Trio» mostraram um repertório original que prendeu e encantou quem os pôde ver e ouvir.
A formação é composta pelos músicos:
- Biel Ballester - guitarra a solo, fabuloso, designadamente a demonstrar as dificuldades que Django Reinhardt teria para tocar a guitarra apenas com dois dedos na mão esquerda, depois do acidente que sofreu, e exemplar na comunicação com o público e com as explicações que foi dando tema a tema;
- Leandro Hipauca - argentino, no contrabaixo (se é que aquele objecto estranho era um contrabaixo!); e
- Graci Pedro - na guitarra rítmica (e muito me admira que quem, como ele, toca "Jazz Manouches", não fique com reumático naquelas mãos, tal o esforço para manter aquele ritmo!)
Tanto quanto sei, os «Biel Ballester Trio» ainda só editaram um disco, que foi gravado ao vivo num programa de rádio da estação radiofónica inglesa BBC, numa oportunidade que surgiu no seguimento de diversos concertos que os «Biel Ballester Trio» deram em Londres.
A fama do trio já chegou aos EUA, tendo o grupo sido contactado pelo produtor do mais recente filme do realizador Woody Allen, que se mostrou interessado em incluir dois temas da banda naquela obra cinematográfica.
Quem os viu e ouviu, compreende facilmente a opção de Woody Allen, conhecido por ser um apreciador e intérprete de bom jazz …
… que venha o filme!
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Grândola, Vila Morena!

Podem escutar aqui: GRANDE ZECA
Para ouvir as canções, seleccionem em «Discografia» (coluna do meio) o que pretendem, e na coluna da direita, abaixo da capa do álbum, vão aparecendo as canções. Ouve-se a que se quiser, através do «dispositivo de som» (seta de «play», setas de selecção para trás e para a frente).
"25 de Abril"
O primeiro-ministro disse hoje que “a Democracia está sólida e muito responsável”.
Mas os tempos justificam a festa … e a memória sobre o que foi a "Revolução".
Recordemos, pois, aqueles que tiveram a coragem de lutar contra o regime instalado.
Aqui fica a minha singela homenagem a um deles!
Combóios II
Aqui : RENFE
E vejam as diferenças com a fantástica "Linha do Tua", que os teimosos insistem em querer acabar.
Combóios
Para além de gostar de comboios, gosto de estações de comboios. Hoje já não têm aquele aroma a carvão mas continua no ar o cheiro ao alcatrão que protege as solipas. Mas a atmosfera que envolve uma estação de comboios não se descreve. As pequenas (que não sejam simples apeadeiros) costumavam ser espartanas, mas muitas delas mantinham admiráveis painéis de azulejos com motivos locais, ou com a indicação do nome da estação. O tempo e a falta de cuidado levaram à destruição e à substituição de muitas dessa estações. Uma pena.
Quanto às grandes estações, foram-se adaptando aos tempos, mas continuam com aquela atmosfera típica que as distingue de quaisquer outros lugares. Não me refiro às enormes estações mundiais que nunca tive o prazer de visitar (sou moço que não tive oportunidade de experimentar essa coisa fantástica do inter-rail…), mas cujo ambiente nos é familiar por serem tema de filmes e livros que nos ficam na memória. Estações que vivem dia e noite, grandes, enormes, febris. Gare du Nord, Austerlitz, Termini, Atocha e tantas outras estações centrais como a nossa Santa Apolónia, também ela com uma vida digna de um qualquer romance.
Eu ainda sou do tempo do comboio a vapor, das locomotivas a carvão, da sua substituição por locomotoras dependentes do petróleo, e da sua evolução para a electrificação. Os comboios (qualquer dia ainda mais esquecidos com essa coisa dos TGVs) evoluíram, mas aquele cheiro mineral das estações permanece lá, como se por ali continuasse a passar o antigo comboio a vapor.
Tudo isto porque me recordei do velho comboio que nos meus tempos de liceu me levava à escola na velha Linha do Vale do Vouga. A minha infância não dava um romance, mas aquela linha, os comboios, o passe e a falta dele, o “pica-bilhetes” e o seu alicate que tantas vezes me martelou a cabeça, o relógio da estação, os maquinistas, os agulheiros, o chefe da estação, aquele apito e o pouca-terra, pouca-terra, pouca-terra arrastado, merecem que os recorde. Na falta de outro local, lembro-os aqui.
Há uns tempos voltei àquele local distante e lá fui visitar a estação ferroviária que durante dois anos me acolheu. Foi um recuar no tempo que me trouxe aquela melancolia típica dos idosos(!), difícil, muito difícil de descrever. Os carris, ainda brilhantes, continuam lá, o resto, dá pena. Eu estou velho, mas as estações dos nossos comboios ainda estão mais. E se não é possível restaurar o corpo humano, não há razão válida para não recuperar o património das nossas estações de comboios, mesmo as pequenas, como aquela que me acolheu e que ali está em perfeita decadência. Porquê?
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Alberto João Jardim III
- “O Dr. Almeida Santos ou bebeu ou está a ficar senil.”
- Referindo-se a António Campos: “O senhor Campos, dito vaca louca (…) é quanto à Madeira que a loucura bovina do dito mais se inflaciona.”
- António Guterres “mafioso”, “aldrabão”, “fariseu e caloteiro”, “está tonto e em termos políticos na Idade Média.”
- Arons de Carvalho “fauno da esquerda cabotina.”
- Sobre Cavaco Silva: “O comportamento do sr. Silva é causa de expulsão do partido.”
- “A delinquente socialista Edite Estrela fez mais uma das sua peixeiradas.”
- Jaime “Gama é um Mussolini”. “Afinal não há só um tonto no PS, mas vários.”
- José Sócrates “tem obsessões com a Madeira que indiciam já um aspecto doentio. Quem está doente, trata-se.”
- Paulo Portas é “injusto, hipócrita e desleal.”
- Rui Machete “fundamentalista e reaccionário.”
- Vicente Jorge Silva “traidor à Madeira”, “um pobre de espírito”.
- “Provocações arruaceiras do comunista Vital Moreira, hoje refugiado do PS, em acasalamento vergonhoso de oportunismo.”
- “Não leio essas merdas” de José Saramago.
- “O inefável Mário Soares é choné”. “Dada a provecta idade do cavalheiro, resta denominá-lo de aldrabão reincidente e desprezá-lo.”
- Miguel Sousa Tavares “defeca baba e ranho no socialista PÚBLICO.”
Enfim, verdadeiro material de antologia!!!!
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Alberto João Jardim II
O Tribunal Constitucional é “a bizantinice do nosso sistema constitucional”.
“A Justiça em Portugal é uma autêntica bandalheira”.
A Comissão Nacional de Eleições é “a bufaria, a nova PIDE”.
O Ministro da República é “o cinto de castidade da autonomia”.
E no uso da sua melhor linguagem e com pleno respeito pelas pessoas e instituições, AJJ referiu um dia:
“Estou-me a cagar para Lisboa. Quero que a Assembleia da República se foda”.
_________________________________
Logo que possível, seguem-se mais umas frases célebres (e boas!!!!!) de AJJ …
terça-feira, 15 de abril de 2008
Alberto João no seu Jardim
"Eu acho bem não haver uma sessão solene, acho que era dar uma péssima imagem da Madeira mostrar o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa", disse, referindo-se a deputados da Oposição, como "o fascista do PND, o padre Egdar (PCP)" e "aqueles tipos do PS".
"Acho que isso era dar uma imagem péssima da Madeira e ia ter repercussões negativas no turismo e na própria qualidade do ambiente", acrescentou à chegada à Região de Palma de Maiorca onde participou em reuniões. "Eu cá não apresento aquela gente a ninguém", reforçou.
Ora, cá temos mais uma frase para o álbum de Alberto João Jardim.
Para divertir (convenhamos que o homem é cómico!) vamos recordar algumas das pérolas que Alberto João Jardim disse em alturas anteriores:
Por exemplo, já o vimos brindar a oposição regional de “eleitorado do cachorro”, "abutres”, "bando de canalhas” e “energúmenos”
Referindo-se aos jornalistas do continente, disse um dia: “bastardos, para não lhes chamar filhos da puta”.
Referindo-se à TVI: “Para mim é papel higiénico”.
O falecido “INDEPENDENTE” era apodado de “jornalismo energúmeno”, a “folheca” EXPRESSO de “pasquim do Balsemão” e o DIÁRIO DE NOTÍCIAS de “panfleto político diário”.
Em breve seguem-se novas recolhas …
domingo, 6 de abril de 2008
sábado, 5 de abril de 2008
José Luís Peixoto

Acabei há dias de ler o “Cemitério de pianos”. O título foi bem catado e a história, que tem na base a maratona de Estocolmo, onde Francisco Lázaro faleceu em 1912, também promete. Prometia! O autor descarta-se do romance histórico e converte a coisa numa espécie de prosa poética mastigada.
O livro lê-se. E a prova disso é que eu cheguei ao fim, e não é raro eu deixar livros a meio. Mas que fiquei com uma sensação estranha ao ler e ao acabar, lá isso fiquei. O homem inova na linguagem, na sintaxe e na pontuação: muito: muito mesmo: do princípio ao fim: pois: garanto: leiam,
Mas o livro tem várias outras coisas estranhas. Coisas que devem ter tido origem e causa no ritmo e no som pesado que estava a entrar pelos ouvidos do Zé Luís.
Vejam por exemplo esta (pág. 192):
“Sobe a cama, um monte de páginas rasgadas e de capas rasgadas, títulos: sonhos de, paixão casamento na, primavera as chamas do coração mais, forte do que o preconceito vitória, do destino apaixonado pelo homem, certo rapariga e mulher amar pela primeira, vez o desconhe, cido irresistível flo, res demasia, do tarde pa, ra além do, desejo so, rriso c, rue, l am, a nhec, er de e, mo, ç, õe, s”.
Uma pessoa até desconfia que foi erro da tipografia. Mas não, é arte literária!
É engraçado que na contra-capa do livro consta um comentário de Manuel Vázquez Montalbán que, referindo-se a José Luís Peixoto diz: “Um valor seguro da literatura portuguesa, com grande sentido de linguagem poética e grande domínio da língua portuguesa”. Pois é. Domínio total. E como o Vázquez Montalbán deve saber de língua portuguesa!!!! … des, conhe, cido irr, es, istível …
É a arte!
No artigo “o que cai dos dias” no Jornal do Barlavento de 13 de Março de 2008, referindo-se à recentemente falecida Maria Gabriela Llansol, João Ventura escreveu: «moradas quase impenetráveis de uma escrita que oscila entre o exprimível e o inexprimível, criando um efeito de estranheza ou mesmo de ilegibilidade a quem ousa atravessar o umbral de uma textualidade que luta contra a narratividade convencional, integrando-a através de uma “escrita laboratório” numa nova ordem discursiva».
Um dia destes alguém vai dizer isto do Peixoto …
A Xana é que tem razão:
“se tivesse que definir o José Luís Peixoto numa palavra”,
“diria que é uma espécie de … Appeiron”.
segunda-feira, 31 de março de 2008
Appeiron!

Mas eu não pretendia escrever sobre os “Rádio Macau”, mas sobre a vocalista: a Xana. Esta mulher é especial.
Numa entrevista que li na publicação “Guia da Noite – Lx Magazine” (cf. http://www.guiadanoite.net/), a que deram o título de “As noites suecas da Xana”, foi-lhe perguntado: “Se tivesses que definir Rádio Macau numa palavra, qual seria?”
E a resposta da Xana foi:
“Diria que somos uma espécie de … Appeiron”.
Grande resposta para uma revista light. Grande Xana!
Appeiron!
Quando instada, a Xana lá explicou que se trata de um conceito da filosofia que tem a ver com o caos de Anaximandro. Pois claro!
Caramba. Esta mulher é um fenómeno!
E eu um grande ignorante!
domingo, 30 de março de 2008
360º
Na era do digital qualquer um, com maior ou menor gosto pela fotografia, tem hipótese de exercitar a sua veia artística e principalmente a sua criatividade.
Por outro lado, a internet serve de montra. Querendo navegar por boas (e más!) imagens, não é preciso esforço.
Uma das novidades são as vistas de 360º. Deixo aqui referências a alguns sites que mostram imagens que merecem uma olhadela.
Primeiro, uma visita a um cockpit de um Airbus A380.
Um clique no último botão da direta, permite ver em ecrã completo.
É impressionante o número de botões do “bicho”. Vejam no tecto da cabine. Com a roda central do rato podemos aproximar ou afastar a imagem e assim ler as indicações de cada botão e inicador. E podemos ver o que há atrás das poltronas dos pilotos, ver os aparelhos de rádio e computadores de navegação.
Recomendo uma visita aqui.
*
Para quem já andou por Veneza …
e para quem, como eu, continua à espera que os filhos cresçam para permitir essa visita …
… apreciem Veneza em 360º
*
Recomendo ainda uma visita a uma imagem de alta resolução. Aqui têm um exemplo com uma foto panorâmica de 455 000 000 pixels (70 000 x 6500).
Também na velha França, fica aqui uma outra imagem de 360º, com Paris à noite acompanhada com música a condizer.
Boas viagens!
quarta-feira, 12 de março de 2008
Processadores de texto online
Há ferramentas para todos os gostos e feitios. Uns programas são borlas, outros nem tanto. Mas todos úteis e cheios de utilidades que se recomendam.
Entre os muitos programas, ficam aqui referências a estes:
- Google Documents
- AjaxWrite
- J2E.com
- Peepel.com
- Solodox.com
- Go-write.com
- ThinkFree.com
- Writeboard
- Zoho Writer
- FlySuite.com
Entretanto, em http://www.docsyncer.com/ está disponível uma ferramenta que sincroniza os documentos do nosso disco local com os documents da área do Google Docs, permitindo que os documentos estejam sempre disponíveis e actualizados, quer sejam editados no computador de casa, quer no emprego, na escola etc.
Experimentem!
terça-feira, 11 de março de 2008
Justiça ... cega e amarrada!
Ainda assim, apetece-me dizer que a senhora Justiça não é eficaz porque é cega e está amarrada. E cada vez vemos mais interesses a amarrá-la e a cegá-la sem piedade.
Por isso, quero aqui partilhar o cartoon que vi na edição em papel do jornal Barlavento de 14 de Fevereiro de 2008. Se a ideia do cartoonista era passar uma mensagem de forma simples e divertida, o Serafim (é esse o nome do autor da obra de arte que se segue) acertou na mouche.
domingo, 9 de março de 2008
Desencabrestar um “Chaminé”!
Se há muitas formas de o conseguir, uma das melhores passa por desencabrestar um “Chaminé”!
Eu explico. Melhor, eu vou tentar…
Depois de uma agradável noite de teatro com “Os Melhores Sketches dos Monty Python” (se querem saber mais vão aqui ...) fui “beber um copo” (fomos … que estas coisas sabem bem é com amigos …). Como o melhor bar da cidade de Lagos (e dos melhores do Algarve – o Stevie Ray's Blues Jazz Bar) resolveu abandonar o bom jazz e dedicar-se a uns intragáveis sons modernos, fomos à enoteca “Néctar - wine bar and food”, situada na Rua Silva Lopes, nº 19, em Lagos.
Recomendo. O espaço é pequeno, mas honesto. Tem produtos portugueses da água ao azeite … mas principalmente, como se adivinha, VINHO.
O "Chaminé" bebeu-se, com os protestos da maioria e com a gula do Carlos que se abotoou com uma percentagem considerável entre a prova e o serviço!
Um chouriço, dois chouriços, muito pão, uns camarões com alho, ovos mexidos com farinheira, muita conversa e um chorrilho de comentários jocosos permitiu um serão como todos os presentes mereciam. Chorámos (a rir) e a falta dessa água orgânica provocou mais sede aos presentes, que avançaram para um “Monte da Peceguina”.
O Carlos não deixou ir muito além no preço. E quem sabe manda. E bebe. Uma vez mais a maquia principal da vinhaça coube ao escanção, que não cuspiu e repetiu. De tal forma que estava mais feliz que os restantes. Uns porque são comedidos (como o Ideiafix!), outros porque tinham que ir conduzir e não podiam beber muito. Outros ainda, porque tinham que ir conduzir e não podiam beber nada – a minha homenagem à Mafalda que se quedou por uma Coca-Cola (pedida no tasco do lado, que isso não consta da ementa da enoteca "Néctar") e a quem os ovos com farinheira enovelaram o estômago. Dizia eu que o Carlos bebeu mais e que, por isso, teve direito a uma dose de felicidade acrescida. Por isso o "Chaminé" e o “Monte da Peceguina” desencabrestaram a língua ao moço. A palavra “desencabrestar” ele não conseguia dizer sem patinar … saía uma espécie de "desencabebeestrar"!!!!! Mas o Carlos conseguiu falar, falar, falar … e como ele foi divertido! Para além do já referido “lema” sobre o vinho, o serão foi brindado com comentários sobre este mundo e o dos outros, passando pelo teatro, pelo vinho (até por aquele húngaro feito com uvas podres … tenho que ir investigar!) e até pelo “butelo com cascas” (que fome!)
A noite terminou com uma ginja oferecida por outros noctívagos que quiseram partilhar da nossa alegria. São sempre bem vindos!
Há noites para recordar …
Sobre os vinhos “Monte da Peceguina” e “Chaminé”, não sei o que vos dizer. Não sei mesmo!
A garrafa da “Chaminé” anuncia-nos que “CORTES DE CIMA é uma propriedade de família, na localidade de Vidigueira. CHAMINÉ é uma elaboração das castas (principalmente Aragonez e Syrah) de qualidade que se adaptaram muito bem na região Alentejana. Tem características de frutas maduras, com paladar concentrado e uma estrutura taninosa equilibrada” – http://www.cortesdecima.pt/ .
… é verdade … e contém sulfitos!
Estrutura taninosa com sulfitos! Há que desencabrestar o palato!
Enfim, não fiquei com azia, o que é um bom sinal!
quinta-feira, 6 de março de 2008
Saudades das pastilhas “Pirata”
Se queres rever o “Marco”, a “Heidi” ou o “Vitinho” …
Se ainda cantas no banho o “Fungagá da Bicharada” …
Se ainda te lembras do “Topo Gigio”, da “Rua Sésamo” e dos “Marretas” …
Se ainda procuras a pasta medicional “Couto”, as “Bic” laranja ou o restaurador “Olex” …
Se ainda sabes a que se refere o “Quitoso”, a “Green Sands”, a “Schwepps” e o “Stucomat” …
Se te lembras do “Bonanza”, do “Sandokan” e do “Zé Gato” …
… e do “TV Rural” (do Sousa Veloso!), do “Badarosissimo” e do “Vamos Jogar no Totobola” …
… e do homem da “Regisconta” e dos “Parodiantes de Lisboa” …
Se queres voltar a ouvir o Max a cantar “A Mula da Cooperativa” ou o Barata Moura com a “Joana Come a Papa” …
Então és cota como o Ideiafix e deves passar pelo Espaço Pirata
terça-feira, 4 de março de 2008
A luz das torres do técnico
... gente com poderes na terra!
... gente com alma ....
... gente com luz ....
... gente com sol ...
... gente com lua ...
... gente com as torres do técnico!
Ah! GRANDE MARIA AMÉLIA
domingo, 2 de março de 2008
A ver o mar
Concerto de Aranjuez

Lindo!
A Orquestra do Algarve, sob a batuta do maestro Laurent Wagner, preparou um «Concerto de Aranjuez para Guitarra e Orquestra» de Joaquin Rodrigo, contando com a presença do solista Eudoro Grade, que transformou esta minha banal noite de Sábado, numa bela noite.
Foi ainda fantástico ouvir a mesma Orquestra do Algarve, com o solista Sergej Bolkhovets, tocar «As Quatro Estações» de António Vivaldi!
Eu gostei e recomendo vivamente (o Ideiafix achou um bocado seca), mas pronto, em matéria de música, gostos não se discutem.
Nestas alturas pergunto-me sempre, porque motivo é que eu resolvi seguir ….. a direito!
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
MySpace
Já me referi aqui a Amy Winehouse a propósito dos seus vários prémios Grammy Awards na gala deste ano. Mas nunca é demais falar desta moça. Ela não é exemplo para ninguém. A sua voz marca, mas ela está a ficar mais marcada pelos seus vícios que pela sua arte. Se os seus prémios, a sua música e os seus espectáculos são notícia, os seus internamentos devidos aos excessos de drogas e de álcool, marcam-lhe a imagem de forma que os media não deixam escapar.O seu aspecto frágil, e toda aquela má vida, fazem adivinhar que ela vai ser mais uma estrela morta prematuramente. Enfim, é pena, mas ela já é maior e vacinada, e tem direito a fazer da vida dela o que muito bem entender.
Tudo isto porque cheguei por mero acaso ao site MySpace da Amy, que, não sendo lá grande coisa do ponto de vista gráfico, pelo menos tem a virtude de ter músicas da diva para se ir escutando. Por isso, enquanto aguardamos o seu próximo excesso, enquanto esperamos que ela viva mais uns tempinhos para fazer mais umas gravações, se puderem, passem por aqui.
O MySpace tem permitido a revelação e descoberta de gente que acaba por conseguir mostrar e vender a sua música. O caso mais recente passa pela californiana Colbie Caillat que com o seu hit “Bubbly” vai dominando tabelas por todo o mundo. A moça expôs-se no seu site MySpace e houve alguém da Universal que a escutou e resolveu investir, e hoje ela está rica e famosa.
Por causa dela, e de outros casos similares, nascidos na plataforma mais falada do momento, impõem-se umas visitas ao MySpace, para aferir o que por lá mora.
Querem o MySpace da Colbie Caillat, pois hoje não estou para vos ajudar. Façam uma busca. Vão ver como é fácil e vale a pena.
______________
_________________Os mais de três milhões de visitantes confirmam-no …
... e o número de visitas do “serra e mar” está quase a atingir esse nível!
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Cidade dos anjos
Tenho andado a queimar uns DVDs e até umas cassetes VHS antigas que tinha armazenado à espera de uma oportunidade.Há sempre uns filmes de que já ouvimos falar mas que ficaram em agenda, à espera da tal ocasião. E chegou a vez da “Cidade dos anjos”, filme de 1998. Ora, só esperou 10 anos! O que é isso para os anjos?
Provavelmente só eu é que ainda não tinha visto este filme… mas chegou a minha vez. Como valeu a pena, aqui estou a dar notícia do facto.
A história é simples e conhecida. Um anjo que se apaixona por uma jovem médica e se vê no meio de uma difícil decisão: continuar a ser um anjo ou tornar-se mortal e viver a paixão existente entre os dois.
Parece estranho. É mesmo esquisito…
Nicolas Cage e Meg Ryan portam-se à altura, principalmente o primeiro no seu papel de Seth. Mas as interpretações não estão ao nível de outros papéis que já vimos.
A realização é de Brad Silberling mas o filme cheira a Wim Wenders por todos os lados … continua parado e arrastado como a versão original no velhinho “Asas do Desejo”, filme alemão que em 1987 me fez dormir no velho Quarteto.
Mas na “Cidade dos Anjos” a história vai-se desenrolando de forma mais agradável, ganhando o filme pela sua banda sonora… essa sim fantástica.
Tem U2, Alanis Morissette (e “uninvited” é uma grande música que na altura esteve nomeada nos Globos de Ouro e nos Grammy, na categoria de melhor canção original), Paula Cole, John Lee Hooker, Goo Goo Dolls (fantástico!), Peter Gabriel, Jude, Eric Clapton e Gabriel Yared.
Mas não só, principalmente tem SARAH MCLACHLAN a cantar “angel”, uma faixa que mexe com qualquer um, e que a Mafalda continua a usar como toque no telelé.
Dêem uma escutadela do CD, e vão ver como apetece comprar. Por exemplo aqui: http://www.americanas.com.br/prod/490/CDStore
Quanto à Sarah, oiçam e constatem como ela tem uma voz angelical. Vejam e oiçam no YouTube, por exemplo aqui (o Youtube tem muitos outros vídeos mais conseguidos, mas este tem tradução):
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Um “Beijo” com “Sulfitos”
Eu sei que anda por aí uma onda de promoção aos brancos, revelando que são dotados de misteriosos sabores que há que descobrir, mas nada disso afasta a dor de cabeça que os brancos me provocam. Não sei porquê, mas é assim.
Gosto de vinho, mas não tenho palato para apreciar a pinga como vejo alguns amigos fazer, escanções de ocasião que de alguma forma invejo. No vinho como no futebol, gosto de ver (ou de beber, no caso), mas não percebo nada do ponto de vista técnico. Mas gosto!
E hoje tive direito a um “Ramos Pinto, Collection, 2005”.
Trata-se de um Douro. É lá que se estão a produzir grandes castas. Aquele chão continua a dar uvas!
Como não sei descrever os taninos, revelar qual o exacto sabor frutado ou os perfumes intensos, ou fazer outras análises bonitas que se lêem nos livros e na imprensa da especialidade, resta-me dizer-vos que este vinho sabe a tinto. Logo, é bom.
Justifica plenamente os 15 € que custou. E está tudo dito!
Mas confesso: Eu comprei este vinho por causa do rótulo. Uma delícia que eu quero aqui partilhar (já que quanto ao vinho … já não há para repartir!)
Viram! Não é um regalo de rótulo?
É uma imagem de marca de velhas garrafas de vinho do Porto. Mas assenta muito bem nesta “Collection”.
Sobre o vinho, resta-me reproduzir as indicações que o produtor fez constar na garrafa. Pode ser só propaganda, mas aqui vai:
“A Casa Ramos Pinto, fundada em 1880, selecciona as melhores uvas das suas quatro propriedades no Douro para elaboração dos seus vinhos.
COLLECTION é o resultado da ligação cultural com a produção de grandes vinhas. Iniciámos este ano o lançamento do primeiro de uma colecção. Cada ano terá uma apresentação diferente, baseada na riqueza patrimonial da Ramos Pinto e reflectirá as especificidades dessa vindima. Elegante, saboroso, intenso, perfumado, este vinho sabe a “Beijo” … e foi elaborado a partir das castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Barroca. Foram engarrafadas 40.000 garrafas”
Pois já só andam por aí 39.999. Apressem-se. Como vêem, esta pinga sabe a “Beijo” (sabe Deus de quem!).
Estava tudo bem, não fosse a indicação final constante no rótulo: “Contém Sulfitos”, seja lá o que isso for. Havia necessidade?
domingo, 24 de fevereiro de 2008
A esteva e as cabras
Melhor, nasci no interior campónio e a partir de então tenho saltitado de terra em serra, embora a grande maioria da minha vida tenha ocorrido em cidades ou arrabaldes.
Ainda assim, continuo agarrado às origens.
Por isso, sei bem o que é uma esteva.
Ao contrário dos meus filhos, e a culpa é minha, aceito!
A esteva de que aqui falo é uma planta que todos reconhecem com a fotografia anexa. Em latim – e sabe Deus porque é que as plantas continuam com um nome científico numa língua morta! – é Cistus ladanifer L..
Ora, se já passearam pela serra (ou até à beira mar!) e tiveram curiosidade de tocar nas folhas da esteva, notaram certamente que o raio da planta é pegajosa e, como tal, desagradável ao toque.
Isso deve-se ao facto de a planta produzir uma resina denominada ládano (ládano – ladanifer, estão a ver o porquê do nome no latinório?).
O ládano produzido pela esteva é usado para fins medicinais e em perfumaria.
A curiosidade que me fez escrever este post, está no método usado antigamente para a colheita do ládano das estevas, para os referidos fins.
Pois bem, os carolas dos nossos antepassados utilizavam rebanhos de cabras que se colocavam a pastar em zonas de grande densidade de esteva. De seguida, penteavam o pêlo e barba dos animais para recolher a resina. O resultado final consistia numa resina (ládano) aromatizada com um odor, manifestamente agradável, a cabra e a bode.
QUE HORROR!!!!!!!!!!
sábado, 23 de fevereiro de 2008
… e depois do adeus …
Lembram-se da canção que serviu de senha de início da revolução de 25 de Abril de 1974. Claro, ela constitui um marco na vida de toda a gente que na altura já sabia o que é viver.Hoje ouvi o Paulo de Carvalho (magnificamente acompanhado ao piano por Victor Zamora, um cubano cujo nome e referência não devem deixar escapar, um virtuoso … vão por mim …) encerrar mais um espectáculo, com o “e depois do adeus”. O homem anda danado porque estão a usar o tema e a sua voz num qualquer anúncio publicitário, sem que ele esteja a ganhar os devidos direitos de autor, mas isso agora não interessa nada. A canção (que em 1974 ganhou o festival!) Não foi o ponto alto do concerto, que teve momentos bem mais vibrantes, inovadores e surpreendentes. Mas não é possível ficar insensível à música, ao poema e ao significado histórico daquele tema. E o Paulo canta aquilo cada vez com mais força e mais encanto, sendo que, acompanhado apenas com um piano, sem exuberâncias orquestrais, não só somos agarrados pela música, como somos arrastados para acompanhar o poema, que tantas vezes já ouvimos, que nem chegamos a apreciar o conteúdo, o alcance.
Ainda sou do tempo em que mandávamos músicas destas ao festival da Eurovisão. Sou do tempo em que se usavam mensagens destas para dizer basta a um regime sem liberdade. Por isso, estou velho. Não compreendo como é que o Paulo de Carvalho continua com aquela voz como se fosse jovem, com aquela mentalidade, com aquela alma …
Ora, metam lá os auscultadores na cabeça … sentem-se no sofá, fechem os olhos … recuem uma trintena de anos (quem a tiver para recuar …) e acompanhem a letra que vos deixo aqui (para isso têm que abrir os olhos!) … afinal, lá no fundo, todos ainda têm guardado um jovem revolucionário. Deixem-se de tretas e a seguir vão lá escutar umas faixas do Zeca. Ele também merece a nossa memória.
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Se já não têm forma de passar o velho LP, e não dispõem de outra forma para escutar o tema, podem ouvir no seguinte endereço … embora o som … enfim … vocês lá sabem. Aliás, foi lá que fanei a foto que se segue. O Paulo já não está com este ar. Melhorou um pouco!!! A foto inicial está disponível para download no site oficial do artista ...
Para que conste, a música é do António Calvário e a letra do José Niza.
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Quis saber quem sou
E, já agora, se quiserem ver o MySpace do Victor Zamora vão a:
http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=134941399
Querendo ver o site relativo ao recital de piano & voz a que eu tive o privilégio de assistir, entrem em:
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
A Ti Libânia
Na altura, as maternidades não eram fechadas. Os actuais socialistas ainda não tinham chegado ao governo.
Na altura, os nascimentos nas ambulâncias estavam longe de atingir os fantásticos níveis de hoje.
Na altura, no Portugal profundo ainda não havia maternidades nem ambulâncias. No governo estavam uma espécie de nacional-socialistas!
Por isso e por várias outras contingências nasci em casa, como se usava então e agora se faz por gosto e por moda.
Na falta de apoio médico, fui puxado por uma parteira. Bem! Não era bem uma parteira encartada, mas uma amável vizinha que tinha umas mãos mágicas, quer para fazer nascer meninos, quer para cavar batatas, mas principalmente para endireitar ossos.
Era a Dona Libânia, ou como se dizia lá na terra, a Ti Libânia.
A Ti Libânia tinha a arte de conhecer todos os ossos e tendões do corpo humano, de forma bem mais precisa que a maioria dos ortopedistas que por aí andam. Por isso, havia um permanente corrupio de gente na direcção da casa da Ti Libânia, vinda dos mais diversos e distantes locais do país. E ninguém saia dali sem o devido tratamento, fosse que hora fosse.
A Dona Libânia faleceu há já alguns anos. Deixou saudades aos muitos pacientes, aos poucos vizinhos e a este isolado nascido nas suas mãos … roxinho e quase morto, como rezam as histórias que se contam sobre o evento, resolvido uma vez mais com mestria pela saudosa parteira (com a mesma perícia e competência que mais tarde me colocou no local certo, um pulso deslocado com um malfadado arco feito com um pneu de tractor … que saudades!!!!!!!).
Recentemente fui à aldeia, à rua e à casa onde nasci. E foi aí que vi com agrado que as ruas da aldeia ganharam direito a onomástica com pequenas homenagens ao povo local. E, como era de justiça, lá estava na rua da casa da Ti Libânia, uma placa toponímica com um singelo tributo à saudosa Libânia da Conceição Miranda – Endireita.
O povo, simples, analfabeto em demasiados casos, soube escrever direito naquela rua torta, que a Ti Libânia não podia endireitar.
E eu senti-me feliz.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Quarteto Netnakisum
Para uma noite de sábado escolhi ir ver e ouvir as meninas “Netnakisum”.Só vos digo, foi um fantástico tiro no escuro.
A coisa era apresentada pelos organizadores do espectáculo com estas palavras:
«Original, refrescante, atrevido, e único.
Estes seriam os atributos que mais seriam adequados para uma descrição deste quarteto de cordas. São quatro jovens finalistas do Conservatório de Viena que se juntaram e criaram algo de novo, sem cair na banalidade dos ritmos pop e “aligeirados”. São instrumentistas de alta escola que brincam por vezes com a própria música erudita, sem nunca deixar cair o nível musical e técnico.
Lógico que os membros de um quarteto de cordas não assobiam ou cantam, o que de certa forma é desconcertante para um publico conservador como o Austríaco. A juventude é irreverente por natureza e esse facto estará na génese deste grupo.
É uma lufada de ar fresco. Não porque os quartetos de cordas na sua forma original sejam aborrecidos, mas, porque o talento destas jovens transborda para a música étnica, e se entranha na erudita, com virtuosismo pelo meio. Quem sabe um pouco de musica sai bem disposto e agradado deste concerto.
Já actuaram por toda a Europa e América Latina pelo que temos orgulho de sermos os primeiros a apresentá-las em Portugal, nomeadamente em Lagoa».
Esta Lagoa é no Algarve (e não a irmã gémea dos Açores).
“Virtuosismo” é uma boa palavra para definir as “Netnakisum”. Mas o “original” cai-lhes muito melhor.
A sala, muito acolhedora e com uma acústica a condizer, serviu na perfeição para as meninas mostrar a sua arte.
Apresentaram-se com fardas tirolesas, típicas do seu país, o que logo fez quebrar o gelo com o público que não sabia muito bem o que o esperava. E o que o aguardava não parava de surpreender durante todo o show. Fazer rir com quatro instrumentos de cordas não parece fácil. Mas não vi ninguém no público que não tivesse sorrido muito e gargalhado em algumas partes do espectáculo.
As “Netnakisum” dominam os instrumentos que tocam com leveza e precisão, deambulando entre trechos de música clássica, popular, pop e própria, sim, que elas também compõem.
Só quem já atingiu um nível técnico muito elevado pode brincar com os clássicos como elas fazem.
E lá fomos saltando de um medley de Strauss (um pot-pourri, como elas lhe chamaram) para um tema do Tirol, para um “Because” dos Beatles, um tema de amor da Servia, um Mozart animado e muito mais que não sei descrever e identificar num saltitar permanente entre sons eruditos e étnicos.
Para animar, as moças tocaram acompanhando as músicas com dança, canto, falas e gritos tiroleses que entusiasmaram a plateia (composta na sua maioria por estrangeiros que sabem aproveitar o que os nativos desprezam).
Enfim, um simples quarteto de cordas num palco nu proporcionou um espectáculo pouco comum. Mas ainda menos habitual é ver por estas bandas espectáculos tão originais e surpreendentes.
Os que viram e ouviram, não me deixam mentir.
Aos que não foram, resta-lhes esperar que um dia … talvez …
Se querem ouvir uns demos, podem ir até aqui:
http://musicaonline.sapo.pt/album/12570799/Netnakisum_-_Netnakisum
Ou ir até ao site do grupo onde também se podem escutar algumas faixas: em http://www.netnakisum.at/cms/
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Teste de futebol para mulheres
Não compreendo o que leva as pessoas a ver e ler blogues.
Muito menos entendo porque é que tantas pessoas perdem tempo precioso das suas vidas a escrever e editar blogues.
Por isso, não me entendo ...
Porque gasto eu tempos infindos a percorrer tantos e tão imaginativos blogues?
Principalmente, porque perco eu tempo a escrever estas coisas, se ninguém nunca as vai ler? (… o que eu, aliás, compreendo, uma vez que isto não interessa a ninguém!)
Enfim, serve esta profunda reflexão para dizer que, ao contrário de muitos escribas da net, não tenho problemas em admitir que vou usar o truque que muitos utilizam e não revelam. Não tendo imaginação para escrever coisas novas e motivadoras, vou passar a fazer uns plágios. Aqui não existem riscos de protecção de direitos de autor, uma vez que, como isto não é lido por ninguém, não vou usurpar qualquer obra.
O truque mais comum na blogosfera é a publicação de temas que circulam pela net em mails. Pode não ser bonito. Deve ser evitado como muito bem escreve o Marco no seu Bitaites (http://bitaites.org/outros-blogues/tres-razoes-para-nao-escrever-posts-com-emails-que-recebemos). Contudo, como eu não aspiro a ser um blogger a sério como ele, com originalidade, credibilidade e presença (entãobaitembora!), quando entender que devo dar conhecimento de algum conteúdo, que me for enviado e eu achar que devo partilhar, não vou perder a oportunidade de aqui deixar um post para os meus amigos também se poderem divertir. Quem já conhecer, que me perdoe o pecado, porque eu não sou um blogger (bloguista?, blogueiro?) sério, mas também não tenho emenda.
Tudo isto para dizer que me estive a rir com um mail, mais um dos muitos que anda por aí e que não resisto a reproduzir neste blogue que não é sério, não pretende ser original, credível e peca por uma manifesta falta de presença.
Mas vêem, sou honesto. Não sou o autor da piada e também não quero assumir tal paternidade. Porém, também não sei a quem pertence a autoria, e isso agora não interessa nada.
Trata-se de um teste sobre futebol, que vem com o título de “teste de futebol para mulheres” (o que se compreende, embora andem por aí meninas que percebem muito mais de bola do que eu). O teste vem do Brasil, pelo que comporta expressões como Goleiro, Zagueiro e quejandos. Ainda substituí alguns termos para evitar que as “mulheres” tenham desculpas de linguística para falharem respostas. Mas, lá mais para o fim, deixei ficar os termos brasucas, quanto mais não seja em homenagem ao Filipão que também teve que aprender que, em Portugal, pimbolim é matraquilhos, aeromoça é hospedeira, cadarço é atacador … enfim cá vai:
1 - Lateral esquerdo da Selecção Brasileira:
( ) Roberto Carlos ( ) Erasmo Carlos ( ) Ney Matogrosso
2 - Ex-capitão da selecção brasileira:
( ) Dunga ( ) Soneca ( ) Feliz
3 - Avançado da Argentina:
( ) Batistuta ( ) Prostituta ( ) Filho da puta
4 - Atacante do Chile:
( ) Salas ( ) Cozinhas ( ) Banheiros
5 - Médio da Colômbia:
( ) Valderrama ( ) Valderruba ( ) Valdestrói
6 – Médio da França:
( ) Zidane ( ) Ziferre ( ) Zifoda
7 - Atacante da Croácia:
( ) Boban ( ) Tontan ( ) Idiotan
8 - Jogador da Espanha:
( ) Amor ( ) Paixão ( ) Tesão
9 - Atacante da Argentina:
( ) Crespo ( ) Liso ( ) Pichaim
10 - Jogador do Paraguai:
( ) Enciso ( ) Preciso ( ) Indeciso
11 - Lateral direito da Selecção Brasileira:
( ) Cafú ( ) Tofú ( ) Sifú
12 - Jogador da Áustria:
( ) Schopp ( ) Scerveja ( ) Stequila
13 – Guarda-redes do Chile:
( ) Tápia ( ) Sóquio ( ) Múrrio
14 – Ex-Capitão da Espanha:
( ) Hierro ( ) Hiengano ( ) Hiequívoco
15 - Jogador da Nigéria:
( ) Okocha ( ) Operna ( ) Ojoelho
16 - Goleiro dos Camarões:
( ) Songo ( ) Mongo ( ) Gongo
16 - Zagueiro da África do Sul:
( ) Mark Fish ( ) Mark Bacon ( ) Mark Happy Meal
17 - Zagueiro da África do Sul:
( ) Issa ( ) IUPIIII ( ) Woo Hooo!!
18 - Jogador do Paraguai:
( ) Caniza ( ) Canizeta ( ) Canizola
19 - Jogador do Paraguai:
( ) Sarabia ( ) Siraque ( ) Semirados Sarabes Sunidos
20 - Atacante da Noruega:
( ) TA Flo ( ) TA Fluta ( ) TA Veldula
21 - Atacante da Iugoslávia
( ) Mijatovic ( ) Peidatovic ( ) Cagatovic
22 - Atacante da Holanda:
( ) Cocu ( ) Cabunda ( ) Casnádegas
23 - Goleiro reserva da França:
( ) Lamas ( ) Barros ( ) Argilas
24 - Jogador da Colômbia:
( ) Santa ( ) Poderosa ( ) Vitaminada
25 - Atacante da Espanha:
( ) Kiko ( ) Chaves ( ) Sr. Madruga
26 - Lateral da Argentina
( ) Sorin ( ) Aerolin ( ) Spray Nasal
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Herbie Hancock

Para a história ficará a Amy pelos seus 5 prémios. E como eu concordo com o juri…
Se eu pudesse escolher estaria com eles. Sou um fã da moça e continuo sem compreender onde vai ela buscar aquela voz, uma vez que o seu corpo, de pele branca e físico franzino, não se mostram próprios para aquele timbre e amplitude sonora.
Acresce que a canção "Rehab" não é canção do ano … é, para já, a canção do século, que ainda é curto e permite estes exageros.
Mas o que me fez aqui escrever hoje, foi o prémio do álbum do ano atribuído a "River: The Joni Letters" de Herbie Hancock.
Já ouviram?
Se ainda não, experimentem por exemplo aqui:
http://www.amazon.fr/River-Joni-Letters-Herbie-Hancock/dp/B000UVLK1M/ref=sr_1_1?ie=UTF8&s=gateway&qid=1203026570&sr=8-1
É de louvar a coragem de premiar um disco de jazz, embora, como é evidente, tal só aconteceu por se tratar de uma homenagem à música de Joni Mitchell e não porque o júri resolveu ouvir e apreciar o som de Herbie Hancock, que sabemos não ser fácil.
Ainda assim, é bom ver um disco de jazz receber uma distinção num torneio que muitas vezes premeia medíocres para esquecer os génios.
E quem ainda não dedicou um pouco da sua vida a escutar Herbie Hancock, está na hora de recuperar.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
D. Pedro IV
A propósito de um ciclo de cinema que está a decorrer na cinemateca sobre regicídios, e de um filme sobre a morte do imperador Maximiliano, no México então dominado por Napoleão III (JUAREZ, Derrocada de Um Império De William Dieterle, Estados Unidos, 1939), um comentador referiu a possibilidade de a estátua de D. Pedro IV, no Rossio, em Lisboa, não representar aquele rei mas o imperador Maximiliano do México. Como entretanto mataram o imperador antes de a estátua estar concluída, teriam oferecido a obra a Portugal, que assim conseguiu uma estátua para embelezar o Rossio, a baixo preço.
Será?
Creio que é uma lenda, mas a história não deixa de ser curiosa (nos registos consta que se trata de um monumento da autoria do arquitecto Gabriel Davioud e do escultor Elias Robert, inaugurado em 1870).
O certo é que a estátua foi colocada no cimo de uma coluna tão alta (27,5 metros de altura) que ninguém consegue ver bem as feições do rei.
Aliás, porquê uma estátua de D. Pedro IV no Rossio?
É verdade que o homem foi um marco na história de Portugal.
Primeiro abdicou do trono português a favor da sua filha, D. Maria.
Depois, abdicou da coroa imperial do Brasil e veio ajudar a sua filha D. Maria nas lutas com D. Miguel.
Pouco tempo depois de D. Miguel se render (alguém se lembra da convenção de Évora-Monte de 25 de Maio de 1834?), D. Pedro IV morreu.
Trata-se, assim, de um rei que passou a vida a rejeitar coroas, mas que foi um grande lutador pela liberdade dos povos (quer no Brasil, quer em Portugal).
Por isso, D. Pedro IV tem uma estátua em Lisboa, outra no Porto e ainda uma no Rio de Janeiro.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Berardo
Ver, apreciar e principalmente compreender arte moderna exige uma abertura de espírito especial.
Em recente visita à capital fui ver a exposição.
Abrindo todo o espírito, consegui ver, apreciar e por vezes compreender o material que está exposto. Se já custa classificar algumas das obras como arte, muito maior é o esforço para compreender o valor que lhes foi atribuído. Ainda assim, a arte moderna é sempre surpreendente. Pelo conteúdo, pelas técnicas usadas e muitas vezes pela dimensão.
Recomendo uma especial atenção para a grande tela (óleo sobre tela) de Roberto Matta (Watcham, What of The Night?, 1968), da qual deixo aqui um pequeno pormenor.
Se a colecção Berardo está para ficar, a exposição temporária que se encontra no mesmo museu é isso mesmo, temporária. E garanto-vos que merece uma visita. Surpreende, até pela diversidade. Para abrir o apetite, deixo aqui uma fotografia de um assombroso quadro (Retrato de Jacqueline, 1984) de Julian Schnabel, que mistura colagem de cacos (perdão, cerâmica!) com pintura a óleo, produzindo um efeito admirável.
Vão ver …
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Por Tutatis!
“Ideiafix” remete-nos, como é óbvio, para a famosa aldeia gaulesa da banda desenhada de René Goscinny e Albert Uderzo.Quem não gostar desta fera, ponha o dedo no ar!
Mas já notaram que o feroz cão, cujo nome gaulês é Ideiafix, tem sido renomeado pelos britânicos como "Dogmatix".
Dogmatix?
Que eles chamem Getafix ao Panoramix, enfim …
Mas apodar o Ideiafix de Dogmatix é infame!
Por Tutatis!








