quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

S. Valentim


… para a Mafalda

Herbie Hancock


Tal como foi sobejamente noticiado, Amy Winehouse foi a grande vencedora dos Grammy Awards, na 50ª gala, que decorreu na madrugada da passada segunda-feira, em Los Angeles.

Para a história ficará a Amy pelos seus 5 prémios. E como eu concordo com o juri…

Se eu pudesse escolher estaria com eles. Sou um fã da moça e continuo sem compreender onde vai ela buscar aquela voz, uma vez que o seu corpo, de pele branca e físico franzino, não se mostram próprios para aquele timbre e amplitude sonora.

Acresce que a canção "Rehab" não é canção do ano … é, para já, a canção do século, que ainda é curto e permite estes exageros.

Mas o que me fez aqui escrever hoje, foi o prémio do álbum do ano atribuído a "River: The Joni Letters" de Herbie Hancock.

Já ouviram?

Se ainda não, experimentem por exemplo aqui:
http://www.amazon.fr/River-Joni-Letters-Herbie-Hancock/dp/B000UVLK1M/ref=sr_1_1?ie=UTF8&s=gateway&qid=1203026570&sr=8-1

É de louvar a coragem de premiar um disco de jazz, embora, como é evidente, tal só aconteceu por se tratar de uma homenagem à música de Joni Mitchell e não porque o júri resolveu ouvir e apreciar o som de Herbie Hancock, que sabemos não ser fácil.

Ainda assim, é bom ver um disco de jazz receber uma distinção num torneio que muitas vezes premeia medíocres para esquecer os génios.

E quem ainda não dedicou um pouco da sua vida a escutar Herbie Hancock, está na hora de recuperar.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

D. Pedro IV

Hoje ouvi na rádio uma história curiosa que já tinha visto aflorada não sei onde.

A propósito de um ciclo de cinema que está a decorrer na cinemateca sobre regicídios, e de um filme sobre a morte do imperador Maximiliano, no México então dominado por Napoleão III (JUAREZ, Derrocada de Um Império De William Dieterle, Estados Unidos, 1939), um comentador referiu a possibilidade de a estátua de D. Pedro IV, no Rossio, em Lisboa, não representar aquele rei mas o imperador Maximiliano do México. Como entretanto mataram o imperador antes de a estátua estar concluída, teriam oferecido a obra a Portugal, que assim conseguiu uma estátua para embelezar o Rossio, a baixo preço.

Será?

Creio que é uma lenda, mas a história não deixa de ser curiosa (nos registos consta que se trata de um monumento da autoria do arquitecto Gabriel Davioud e do escultor Elias Robert, inaugurado em 1870).

O certo é que a estátua foi colocada no cimo de uma coluna tão alta (27,5 metros de altura) que ninguém consegue ver bem as feições do rei.

Aliás, porquê uma estátua de D. Pedro IV no Rossio?

É verdade que o homem foi um marco na história de Portugal.

Primeiro abdicou do trono português a favor da sua filha, D. Maria.

Depois, abdicou da coroa imperial do Brasil e veio ajudar a sua filha D. Maria nas lutas com D. Miguel.

Pouco tempo depois de D. Miguel se render (alguém se lembra da convenção de Évora-Monte de 25 de Maio de 1834?), D. Pedro IV morreu.

Trata-se, assim, de um rei que passou a vida a rejeitar coroas, mas que foi um grande lutador pela liberdade dos povos (quer no Brasil, quer em Portugal).

Por isso, D. Pedro IV tem uma estátua em Lisboa, outra no Porto e ainda uma no Rio de Janeiro.

Se a estátua do Rossio afinal não o representar, não lhe faltam estátuas de homenagem.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Berardo

O Centro Cultural de Belém, em Lisboa, foi ocupado em grande parte por Joe Berardo, que ali tem em exposição algumas das obras do seu valioso espólio.

Ver, apreciar e principalmente compreender arte moderna exige uma abertura de espírito especial.

Em recente visita à capital fui ver a exposição.

Abrindo todo o espírito, consegui ver, apreciar e por vezes compreender o material que está exposto. Se já custa classificar algumas das obras como arte, muito maior é o esforço para compreender o valor que lhes foi atribuído. Ainda assim, a arte moderna é sempre surpreendente. Pelo conteúdo, pelas técnicas usadas e muitas vezes pela dimensão.

Recomendo uma especial atenção para a grande tela (óleo sobre tela) de Roberto Matta (Watcham, What of The Night?, 1968), da qual deixo aqui um pequeno pormenor.

Se a colecção Berardo está para ficar, a exposição temporária que se encontra no mesmo museu é isso mesmo, temporária. E garanto-vos que merece uma visita. Surpreende, até pela diversidade. Para abrir o apetite, deixo aqui uma fotografia de um assombroso quadro (Retrato de Jacqueline, 1984) de Julian Schnabel, que mistura colagem de cacos (perdão, cerâmica!) com pintura a óleo, produzindo um efeito admirável.

Vão ver …

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Por Tutatis!

Ideiafix” remete-nos, como é óbvio, para a famosa aldeia gaulesa da banda desenhada de René Goscinny e Albert Uderzo.

Quem não gostar desta fera, ponha o dedo no ar!

Mas já notaram que o feroz cão, cujo nome gaulês é Ideiafix, tem sido renomeado pelos britânicos como "Dogmatix".

Dogmatix?

Que eles chamem Getafix ao Panoramix, enfim …

Mas apodar o Ideiafix de Dogmatix é infame!

Por Tutatis!

Mais um dia comum, uma Segunda-feira!




Pela minha frente passaram homens, mulheres, filhos, filhas, maridos, esposas, ex-mulheres, ex-maridos, padrastos, cunhadas, amigos, conhecidos, colegas de trabalho, o carteiro, a vizinha….

A balança pendeu, ora para um lado, ora para outro…

Mais um dia comum, uma Segunda-feira!

"Quanta Terra"


Uns fantásticos amigos vieram jantar ao “Serra e Mar” acompanhados por um Douro, Grande Reserva, de 2004, com o nome de “Quanta Terra”.

Já provaram? Não? Então experimentem que não se arrependem.

Trata-se de um vinho engarrafado em 2006, por “Quanta Terra – Sociedade de Vinhos, Lda.”, Alijó. Diz que tem 14,5% vol., e depois de respirar o tempo necessário, mostra ser um “Douro” de bom nível.

A acompanhar uns maranhos de Vila do Rei … deixou saudades.

Mais um Blog!

Para quê mais um Blog!
Para Nada!
Para que serve este Blog!
Para nada!
E ainda assim, para tudo!

Vamos fazer o que todos fazem, sem querer imitar ninguém.
Vamos partilhar ideias (quando as tivermos. Como isso é raro, não vamos enfadar ninguém…)
Mas vamos principalmente expor situações do dia a dia que entendermos merecer um comentário, uma análise ou apenas uma referência.
O tempo, precioso para todos, também não abunda no “Serra e Mar”. Por isso, vamos “postar” sem prazo, mas sempre que apetecer…
Para partilhar um livro, um filme, o vídeo que anda por aí e merece ser visto, a música, o “site”, as fotografias de que gostamos, o restaurante, a comida ou aquela marca de vinho que nos deu volta à cabeça. Tudo tem aqui espaço.
Enfim, este blog é o nosso bloco de notas, o nosso “Moleskine”, electrónico e aberto ao mundo, embora saibamos que muito provavelmente só nós é que o vamos ler e ver. Nós e alguns Amigos, a quem vamos impingir uma visita (para quem nos está a ler porque impusemos este endereço, que saiba que provavelmente é o primeiro estranho a ler esta “coisa”).
O “Serra e Mar” é, então, um Blog pessoal e para amigos. Por isso, se por aqui passaste perdido na tua navegação divagante, fica à vontade. Quem sabe se, de turista acidental, não te convertes em mais um amigo do “Serra e Mar”.